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terça-feira, 11 de março de 2014

Depois do aumento de 37% que a Prefeitura do Rio de Janeiro deu aos garis, outras categorias se apressaram para cobrar aumentos. Os guardas municipais, que já estão mobilizados desde fevereiro, são um exemplo da pressão na folha de pagamento que o prefeito Eduardo Paes (PMDB) vai enfrentar nas próximas semanas, como revelou o Radar On-line. A categoria chegou a fazer greve por três dias no mês passado e pede aumento no salário-base: os guardas querem passar dos 753 reais para 1.800 reais, de acordo com Frederico Sanches, advogado do Sindicato dos Servidores Públicos do Município do Rio de Janeiro (Sisep-Rio).

"Os guardas municipais, sem desmerecer a categoria dos garis, devem ganhar mais que eles. Como o aumento foi de 37% para eles, então teria que ser um aumento maior do que isso pelo menos", disse Sanches.

Se os guardas conseguirem um aumento para 1.800 reais, representará um gasto 139% maior com a folha de pagamento da categoria. Além do salário-base, os servidores ganham 100% de adicional de risco, o que, no mínimo, dobra o salário inicial dos trabalhadores. Como a categoria possui cerca de 7.000 servidores no Rio, essa elevação representaria um gasto de pelo menos 14,6 milhões de reais por mês no orçamento municipal.

A greve dos guardas, realizada de 8 a 10 de fevereiro, foi interrompida por uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que determinou multa diária de 100.000 reais ao sindicato por cada dia de paralisação. Também foi autorizado o corte de ponto dos grevistas e o movimento foi declarado "ilegal por se tratar de entidade paramilitar".

O Sindicato dos Servidores Públicos do Rio de Janeiro recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o corte de ponto e o ministro Luiz Fux, relator do processo, convocou uma audiência de conciliação para o dia 18 de março. O objetivo é que prefeitura e sindicato cheguem a um consenso quanto às reivindicações dos servidores. É uma tentativa de acordo nos moldes da que foi feita por Fux com os professores e a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro no ano passado. Sanches, o advogado do sindicato, disse que a prioridade é tentar um acordo no STF, mas não descartou nova greve.

"Não está descartada uma nova greve, até porque quem decide se tem greve ou não é a categoria", disse o advogado.

Um comentário:

  1. Mais uma vez a mídia manipulando as informações!
    Quem não é da GM-Rio e não sabe do assunto pensa que é um aumento absurdo.

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