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terça-feira, 29 de dezembro de 2015


NÃO IMPORTA SE O JORNAL O GLOBO NÃO CITA QUE OS AGENTES DA FOTO SÃO GMs...O IMPORTANTE É QUE A GM ARREBENTA E É SÓ O COMEÇO...O VERÃO COMEÇOU A 100%

NÃO IMPORTA SE O JORNAL O GLOBO NÃO CITA QUE OS AGENTES DA FOTO SÃO GMs...O IMPORTANTE É QUE A GM ARREBENTA E É SÓ O COMEÇO...O VERÃO COMEÇOU A 100%

Guarda Municipal ameaça equipe do DIA após registro de agressão a camelô


Eduardo Paes e secretário de Ordem Pública prometeram punir os responsáveis. Ação foi fotografada no Maracanã

O DIA
Rio - Uma equipe de reportagem do DIA foi ameaçada por guardas municipais, na tarde deste domingo, no entorno do Maracanã, logo após o repórter fotográfico Alexandre Brum ter registrado a abordagem truculenta seguida de agressão física a um ambulante. Ao perceberem que a agressão havia sido registrada pelo DIA, outros dois guardas, identificados como Mendanha e Cosme, abordaram o motorista da equipe, Carlos Eduardo, também com truculência e tentaram intimidá-lo ameaçando multar o veículo.
Equipe flagrou guardas municipais agredindo ambulante
Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
"Eu disse aos guardas: pô, não há necessidade disso. Estamos aqui trabalhando, fazendo nossa função jornalística. E o carro pertence a mim. Eles responderam em tom de ameaça: 'fica tranquilo, no ano que vem vai chegar uma multinha por mês para você'. Eu gritei pelo Brum, para que ele registrasse quem eram os guardas, para denunciá-los à corregedoria, mas os dois não pareciam temer qualquer tipo de punição e ainda posaram para a foto", contou Carlos Eduardo, indignado.
Em tom de deboche, guardas fizeram questão de exibir suas identificações
Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
O prefeito Eduardo Paes socilitou ao secretário municipal de Ordem Pública, Leonardo Matieli, que tomasse as providências para aplicar as punições cabíveis aos guardas envolvidos.
Mendanha, um dos guardas que agrediram o ambulante
Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

15/09/2015 12h00 - Atualizado em 15/09/2015 12h00 RJ vota projeto para proibir guarda municipal de usar arma de fogo 'Não vejo nenhuma necessidade do uso', diz autor do projeto. Proposta precisa receber o aval de 42 dos 70 parlamentares.

Gabriel BarreiraDo G1 Rio
Guardas municipais podem ser impedidos de usar armas de fogo (Foto: Reprodução/TV Globo)Guardas municipal testa taser: agentes podem ser
impedidos de usar armas de fogo
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Uma determinação estadual pode impedir que guardas municipais de todas as cidades do Rio de Janeiro utilizem armas de fogo. Atualmente, dois municípios autorizam que seus guardas portem pistolas: Volta Redonda e Resende. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 13/15, que provocaria uma mudança em âmbito estadual, será votada nesta terça-feira (15) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).O projeto é dos deputados Comte Bittencourt (PPS) e Flavio Serafini (Psol).
Em primeira discussão, o projeto precisa receber o aval de 42 dos 70 deputados. Depois, é necessário ser aprovado em segunda votação e ainda passar pela sanção do governador Luiz Fernando Pezão.
A autorização do uso de arma de fogo atende uma lei federal que permite que as câmaras municipais deliberem sobre a autodefesa de seus agentes. Para Comte, no entanto, estas cidades vão na "contramão do movimento pró-desarmamento".
"As guardas tem um papel fundamental nas cidades e na zeladoria da ordem urbana, em pequenos eventos e delitos. Daí a armar para aumentar a autoridade desse guarda vai na contramão de um debate de 10 anos. Seriam mais milhares de armas de fogo transitando nas ruas. Tudo bem que se qualifique o profissional, que use armas não-letais, mas não vejo nenhuma necessidade do uso de arma de fogo", disse.
Em agosto, o G1 mostrou que a guarda municipal passou, pela primeira vez, por um curso voltado para  controle de distúrbios na orla, com aulas que vão da imobilização à condução de detidos na faixa da areia — inclusive com o Bope.
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Verão de 2015 teve cenas de tumulto nas praias do Rio (Foto: Reprodução/TV Globo)Verão de 2015 teve cenas de tumulto nas praias do Rio (Foto: Reprodução/TV Globo)

Entrevista - Luiz Alberto Sallaberry "Lobos solitários são a maior ameaça aos Jogos de 2016" Ataques na França fazem subir alerta no Rio. Diretor de contraterrorismo da Abin revela que Brasil vai trabalhar com inteligência de 110 países

Rio de Janeiro.jpg

Segurança durante competição internacional de maratona aquática na praia de Copacabana, em agosto, que serviu como evento-teste para os Jogos Olímpicos

Enquanto na Europa continua a caçada de envolvidos nos ataques terroristas de Paris, o nível de alerta subiu também do outro lado do Atlântico – no Brasil. A poucos meses dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI), o comitê organizador e o governo federal discutem nesta semana possíveis mudanças no plano de segurança do maior evento esportivo do planeta. Previsto para custar cerca de 930 milhões de reais, o gasto com os serviços de segurança deve aumentar.
Embora fontes do governo brasileiro descartem a presença de células terroristas no País, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) vê em ações individuais, dos chamados lobos solitários, a principal ameaça aos Jogos. E, por isso, serviços de inteligência de 110 países devem enviar agentes à cidade para trabalhar em parceria com o serviço secreto brasileiro.
Em entrevista exclusiva à DW Brasil, o diretor de contraterrorismo da Abin, Luiz Alberto Sallaberry, garante que o País vem trabalhando discretamente com o apoio de serviços de inteligência estrangeiros para monitorar eventuais ameaças. Mas, admite: "Não existe risco zero quando o tema é segurança e, muito menos, quando o assunto é terrorismo."
DW Brasil: O que muda nos preparativos para os Jogos Olímpicos dado o cenário de crescente ameaça de terrorismo no Ocidente após os atentados em Paris?
Luiz Alberto Sallaberry: Não resta dúvida que estamos vivendo uma escalada de atentados terroristas no ano de 2015 e não apenas em países ocidentais. Houve os recentes ataques em Beirute, em Ancara e o caso do avião russo derrubado no Egito, sem nos esquecermos dos países africanos profundamente afetados por grupos extremistas, como Quênia, Tunísia, Líbia...
O terrorismo é, hoje, a principal ameaça internacional, contra a qual nenhum país está imune. No caso do Brasil, a partir do momento em que passamos a sediar grandes eventos internacionais, esportivos, cúpulas de chefes de Estado e de organismos internacionais, e passamos a receber cidadãos dos mais diferentes países, nos tornamos palco de possíveis atentados contra interesses estrangeiros em nosso território.
As Olimpíadas são o maior evento do planeta; receberemos atletas e representantes de mais de 200 países. Não existe risco zero quando o tema é segurança e, muito menos, quando o assunto é terrorismo, mas a Abin adquiriu muita experiência nos últimos anos, e seu departamento de contraterrorismo vem trabalhando noite e dia em prol da segurança dos Jogos Olímpicos.
E isso desde os Jogos Panamericanos de 2007, quando montamos o primeiro Centro Integrado de Inteligência do País. Claro que, hoje, esse trabalho é conjunto com as unidades antiterror do Ministério da Justiça e da Defesa. A diferença, porém, é que a inteligência é o “negócio”, por excelência, da Abin, e a essência da inteligência é a prevenção. Trabalhamos para que um ataque não ocorra, porque, uma vez ocorrido, o trabalho passa a ser majoritariamente policial, de segurança e de Defesa.
DW: Qual o nível de cooperação do Brasil com agências de contraterrorismo e inteligência de outros países? Vai haver reforço ou mudanças?
LAS: A Abin mantém cooperação com mais de 80 serviços de inteligência do mundo inteiro e, particularmente quando o tema é contraterrorismo, todos os países têm grande interesse em cooperar, justamente porque essa é uma ameaça genuinamente global. Para os Jogos Rio 2016, já temos confirmados mais de 110 países que querem integrar o Centro de Inteligência de Serviços Estrangeiros (Cise), cuja sede também ficará no Rio de Janeiro, funcionando juntamente com o Centro de Inteligência dos Jogos (CIJ), na Superintendência da Agência na cidade.
DW: A imprensa brasileira chegou a especular que, no ano passado, fora decidido que 315 agentes da Abin viriam ao Rio para os Jogos. E esse número estaria sendo reavaliado agora. Quantas pessoas afinal estarão envolvidas no trabalho?
LAS: Com relação aos meios que estamos empregando na área de inteligência da Abin, ou especificamente na área de contraterrorismo, são também informações de inteligência. Ou seja, sigilosas, principalmente, em termos de efetivos empregados.
DW: A questão dos chamados lobos solitários é uma grande preocupação no resto do mundo. O Brasil trabalha com essa hipótese? O que temos feito para monitorá-la?
LAS: Os lobos solitários continuam sendo a principal ameaça do terrorismo aos Jogos Olímpicos. Não existe área prioritária, a ameaça é difusa em qualquer parte do território brasileiro e fora dele. Estamos usando todos os meios disponíveis dentro do estamento jurídico nacional, utilizando nossos colaboradores, trabalhando com metodologias próprias em fontes abertas, além de contar com apoio de serviços estrangeiros e também com a cooperação com a polícia judiciária e o ministério da Defesa.
Embora saibamos que não há 100% de garantia na área de segurança, o trabalho está sendo bem feito e esperamos ter sucesso. Finalmente, mesmo com as incertezas ainda envolvendo os ataques na França, se foram planejados pelo Estado Islâmico ou algum grupo interno se auto-organizou, isso não muda em nada o fato de que a maior ameaça ao Brasil continuam sendo os lobos solitários.
DW: Que experiências da Copa e de outros grandes eventos vão ser aproveitadas nos Jogos Olímpicos?
LAS: Tudo o que foi feito na Copa do Mundo vai ser feito durante os Jogos Olímpicos, mas estamos agregando novas metodologias e processos de trabalho a partir deste ano e continuaremos aprimorando o trabalho em 2016, principalmente, graças ao contato com outros serviços de Inteligência estrangeiros. A principal experiência bem-sucedida que será replicada é a montagem de Centros de inteligência no Rio de Janeiro e nas cidades sede do futebol, coordenados pela Abin e compostos por órgãos integrantes e parceiros do Sistema Brasileiro de Inteligência.
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/lobos-solitarios-sao-a-maior-ameaca-aos-jogos-de-2016-9587.html

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Guardas Atacados por pessoas que se dizem camelo.

Hoje meu dia foi assim ...tiro porrada e bomba ...pra quem defende camelô , ta aí a prova do que eles são capazes de fazer...boa noite







sexta-feira, 27 de novembro de 2015

PORTARIA “N” IG nº 116, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2015. Dispõe sobre o protocolo padrão de respostas às solicitações que não possam ser atendidas por motivo de “Necessidade de Ação Planejada”, bem como as condições que caracterizem a impossibilidade de atendimento

AVANÇO: "COMO PROVER SEGURANÇA SEM SEGURANÇA" GRIFO INSTRUTOR ANDRÉ.
O INSPETOR GERAL DA GUARDA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais, e
CONSIDERANDO o disposto no Decreto 39.040 de 06 de agosto de 2014, que regulamenta o processo de fixação de metas e de indicadores de desempenho para os Órgãos da Administração Direta do Município do Rio de Janeiro;
CONSIDERANDO que a PORTARIA “N” GM-Rio IG Nº 48 DE 04 DE SETEMBRO DE 2013, regula o Serviço de Atendimento das demandas da Central 1746, no âmbito da Guarda Municipal e confere o gerenciamento operacional do Atendimento ao Centro de Controle Operacional – Dop/CCO;
CONSIDERANDO que as Normas e Procedimentos instituídos para Regulamentação dos serviços de atendimento às demandas da Central 1746, disposta na Portaria “N” GM-RIO/IG Nº 48 de 04 de setembro de 2013, necessitam de regulamentação e padronização do emprego de respostas adequadas ao fechamento das solicitações que não possam ser atendidas por motivo de “Necessidade de Ação Planejada”;
CONSIDERANDO que a implantação do Protocolo visa normatizar e padronizar os procedimentos no que tange aos chamados da Central 1746 no âmbito da GMRio, que se enquadrem na modalidade de resposta de "Ação Planejada", devido a impossibilidade de aplicar uma solução imediata.
RESOLVE:
Art. 1º - Instituir o protocolo padrão de respostas às solicitações que não possam ser atendidas por motivo de Ação Planejada e especificar quais condições que caracterizam a impossibilidade de atendimento às demandas da Central 1746 sobe este motivo, no âmbito da Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro – GM-Rio.
Art. 2º - Para efeito dessa Portaria define-se Necessidade de Ação Planejada como: situações nas quais não houve a possibilidade de atendimento em virtude da necessidade de um planejamento específico para atuação da GMRio em juntamente com outros órgãos. É fundamental que as irregularidades sejam identificadas como recorrentes para caracterizar a necessidade de uma ação planejada;
Art. 3º - São consideradas para efeito desta portaria, situações que necessitam de AÇÃO PLANEJADA, bem como as condições que caracterizam a impossibilidade de atendimento das demandas, as seguintes:
I – Locais com ocupação irregular do espaço público e com grande número de ambulantes, mesas, cadeiras e outros objetos obstruindo o espaço público;
II – Solicitações em Pontos de Vans e Motos táxis não autorizados e/ ou atuação de flanelinhas;
III – Realização de eventos sem autorização da prefeitura, onde haja grande concentração de pessoas e de veículos;
IV – Atividades em instituições privadas, públicas ou sem fins lucrativos, que gerem de forma recorrente a perturbação na ordem pública ou na coletividade em geral;
V- Situações que apresentem desproporcionalidade em relação ao emprego do efetivo dedicado ao atendimento diante dos riscos do cenário operacional.
VI- Solicitações para Irregularidades não informadas em tempo real;
Parágrafo único: O Centro de Controle Operacional da GMRio será o responsável pela avaliação e ratificação da resposta dada pelo atendente às solicitações que não possam ser atendidas por motivo de Necessidade de Ação Planejada.
§ 1º Entende-se por ocupação irregular prevista no inciso I, as calçadas, as vias, os acampamentos, os estacionamentos de veículos em local proibido, as áreas de desmatamento para edificação provisória ou permanente em áreas declaradas de proteção ambiental.
§ 2º Entende-se por atividades realizadas por instituições privadas, nos termos do inciso IV, aquelas promovidas por entidades sem a devida notificação aos órgãos competentes; bem como as promovidas por igrejas, associações, ONG’S e outras;
§ 3º Entende-se por situações que apresentem desproporcionalidade em relação ao emprego do efetivo, para fins de cumprimento dessa portaria, nos termos do inciso V, aquelas que, embora não esteja em área de risco, apresente perigo iminente para o AGENTE PUBLICO, devido ao reduzido poder de persuasão e coercibilidade operacional em relação ao efetivo empregado e a dimensão do problema;
Art. 4º No caso de ocorrência de uma das condições elencadas no Art. 2º, os Gestores e Despachadores do CCO, deverão agir conforme itens elencados a seguir:
I- Coletar por meio do operador envolvido em qualquer das situações elencadas no artigo 2º, as informações necessárias que caracterize tal situação;
II- Verificar a necessidade de envio de equipe de apoio para o local e caso a demanda dependa da ação de outros órgãos para o efetivo atendimento deverá ser fechada como NÃO ATENDIDA – NECESSIDADE DE AÇÃO PLANEJADA;
III- Requisitar ao agente atendente o relatório específico da peculiaridade do local para ciência do Comandante da Unidade;
IV- Adotar o fechamento do chamado no Sistema Mapa Operacional, aplicando o motivo de “Necessidade de Ação Planejada”;
V- Resgatar o número de Protocolo do Sistema SGRC, a fim de efetuar o procedimento de reclassificação do chamado para o Tipo PLANEJAMENTO, direcionando a Inspetoria da área do chamado;
Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação

A Portaria 4.226 de 31 de dezembro de 2010,  é curta e objetiva, apesar de repetir ditames que já deveriam ser do conhecimento de todos, como a proibição de disparo de advertência, disparo contra veículo que transponha bloqueio ou pessoa que esteja somente fugindo, ainda que armada, além de exigir critério para níveis mais elevados de abordagem, entre outras questões. Recomendável a leitura.


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Guarda Municipal do Rio de Janeiro ameaça não reprimir delitos sem uso de arma de fogo

Rio - O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SisepRio) vai entrar com uma representação nesta terça-feira para que os guardas municipais deixem de coibir delitos, como furtos que flagrem nas ruas, caso não sejam autorizados a usar armas de fogo. Segundo o advogado do Sisep, Frederico Sanches, atualmente os agentes são obrigados a enfrentar situações perigosas sem ter como se defender. 
“Como um guarda vai conter um crime com apenas um bastão na mão? E se ele agir e a pessoa estiver armada? Se não agir é prevaricação”, argumentou. O pedido é feito dias depois de um agente, em serviço, ter atirado em dois camelôs no Centro, na última sexta-feira. 
O secretário municipal de Ordem Pública, Leonardo Matieli, a quem a Guarda está subordinada, diz que não acha necessário o uso de armas letais pelos agentes. Acredita, porém, que o uso de armas não letais é fundamental. 
O assunto será debatido numa assembleia que a categoria realiza hoje à noite, em frente à Unidade de Ordem Pública (UOP) do Centro, na Central da Brasil, às 19h. Em pauta está a solicitação para que a prefeitura adote a Lei Federal 13022/14, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, que faculta às prefeituras autorizar suas guardas a utilizarem armas letais, caso achem necessário. Eles também cobram um comando próprio. Atualmente os chefes da Guarda são sempre um representante da Polícia Militar. 
Principal alvo da ação dos agentes municipais, os ambulantes se mostram contrários ao uso de qualquer tipo de arma pela Guarda, sejam letais ou não. O Movimento Unido dos Camelôs (Muca) alega desvio na atividade original dos guardas, já que a função dos agentes seria defender o patrimônio público — e não agir como polícia ou como fiscais . 
Os boxes do Mercado Popular, o Camelódromo da Uruguaiana, fechados depois do enfrentamento entre camelôs e agentes da Guarda Municipal
Foto:  João Laet / Agência O Dia
Ouvidos pelo DIA , camelôs que não quiseram se identificar disseram que constantemente são perseguidos pelos guardas, que tentam coibir a atividade, como aconteceu no dia 13, na esquina da Praça da República com a Rua da Alfândega, na Saara, por volta das 11h. Segundo relatou o blog ‘Cenas Cariocas’, do site do DIA , os guardas municipais entraram em confronto com ambulantes e um tumulto se formou no local. 
Na última sexta-feira, o guarda municipal Fernando Perpétuo da Cunha efetuou disparos com uma pistola 380 contra dois ambulantes, durante um protesto no Mercado Popular da Uruguaiana. Iago de Oliveira Gonçalves, de 21 anos, e Faguiane dos Santos, 36, foram atingidos na perna e no braço, respectivamente. Eles foram atendidos no Hospital Souza Aguiar. 
Esse confronto ocorreu um dia depois que um policial militar matou a tiros um ambulante no Centro de São Paulo, durante ação contra comércio irregular.
CORRE-CORRE DE CLIENTES NA SAARA 
O guarda Fernando Perpétuo da Cunha foi preso por tentativa de homicídio, porte ilegal de arma e disparo de arma de fogo. O comando da GM explicou que abriu um processo administrativo para a demissão do agente e que a corporação segue o que determina a Lei Orgânica do Município (LOM), que proíbe o uso de arma de fogo.

Um projeto de emenda à LOM foi feito pelos vereados Jorge Felipe e Chiquinho Brazão, para permitir que os guardas portem armas, porém, a votação foi adiada. 
No dia 13 de setembro, o editor-executivo Alexandre Medeiros, que assina a coluna ‘Cenas Cariocas’, foi testemunha, da ação da Guarda Municipal, no Centro, que resultou em enfrentamento entre camelôs e agentes. Encurralados, clientes do Saara, ficaram em pânico. Medeiros levantou questões sobre o treinamento e planejamento das ações da GM,em seu blog
“Se os guardas querem tirar os camelôs das ruas, que acordem cedo, como os camelôs, e nem deixem que montem as barracas. Iam evitar confusão, correria, pancadaria generalizada como a de sábado. Fazer investidas ao meio-dia, às dez ou 11 da manhã, no meio do povo, é de uma irresponsabilidade criminosa. Mostra despreparo de quem deveria estar nas ruas para zelar pelos outros.” Internautas expuseram suas opiniões. “A Guarda Municipal está nas ruas para manter o ordenamento público, para que o povo possa transitar em paz e no seu direito de ir e vir”, comentou Elmo Filho.

PARTICIPAÇÃO DE SERVIDORES NO CURSO “PRIMEIRA RESPOSTA EM OCORRÊNCIAS ANTIBOMBAS”

2. PARTICIPAÇÃO DE SERVIDORES NO CURSO “PRIMEIRA RESPOSTA EM OCORRÊNCIAS ANTIBOMBAS” – PUBLICAÇÃO. O Inspetor Geral, no uso de suas atribuições, torna público que os servidores relacionados abaixo, estão participando do Curso “Primeira Resposta em Ocorrências Antibombas”, que está sendo realizado nos dias 09, 11, 13, 17 e 19 de novembro, Turma 1 e 2: das 09:00 às 12:40h, na sala de aula da Academia Estadual de Polícia Sylvio Terra – ACADEPOL, conforme Ofício ACADEPOL nº 407/1420/2015: - Subinspetor Hilmar Donato da Silva, matrícula 630.514-3/ 851.271-7, GTM, T1; - Subinspetor Alex Coelho Abrantes, matrícula 631.784-4/ 851.728-6, GOE, T1; - Subinspetor Hamilton Marques dos Santos, matrícula 632.935-4/ 850.551-3, AGM, T2, - Líder Vilmar Luiz de Freitas, matrícula 630.420-5/ 851.238-6, AGM, T2

Em cumprimento a 13022, Gtm e Gep monitoravam esses dois elementos elementos, que ao roubar um celular de um cidadão que participava da parada LGBT, foram presos em flgrante sem mesmo dar chance a eles de empreender fuga. O celular foi recuperado e devolvido ao seu proprietário. Grupamentos unidos em favor dos cidadãos de bem !

contratação de serviços de vigilância armada e desarmada, atender aos Órgãos/Entidades da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro - PCRJ,.

Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos
Extrato de Instrumento Contratual
Processo n.º 26/009.218/2015 - Contrato nº: 053/2015
Objeto: contratação de serviços de vigilância armada e desarmada, atender aos Órgãos/Entidades da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro - PCRJ,.
Partes: SECONSERVA e ANGEL’S SEGURANÇA E VIGILANCIA LTDA.
Valor: R$ 242.400,00 (duzentos e quarenta e dois mil e quatrocentos reais)
Razão: Pregão Eletrônico.
Fundamento: Artigo 1º caput da Lei 10.520 de 17.07.2002
P.T: 43.05.182.0302.2.215 N.D: 3.3.90.37.02 - Fonte: 100
NE: n° 2015/000652, de 15/09/2015.
Valor: R$ 60.600.00 (sessenta mil e seiscentos reais)
Prazo: 12 (doze) meses a partir da assinatura contrato.
Data da Assinatura: 30 de Setembro de 2015

Equipe GEP prendeu um Homem e duas mulheres por tráfico de drogas na praça do Lido em Copacabana, um celular, uma garrafa de thiner, 23 pinos de cocaìna, maconha e 331reais.


ATENÇÃO SÓCIOS! AVISO DE RECADASTRAMENTO : DATAS: 05/01/2016 À 18/01/2016 E 19/01/2016 À 10/03/2016 PS: FAVOR PRESTAR ATENÇÃO NOS HORÁRIOS DESCRITO NO AVISO.

O talento (extra-guarda) do guarda sendo reconhecido.

ILÍCITAS AS ACUMULAÇÕES EXAMINADAS NOS PROCESSOS ABAIXO

COORDENADORIA GERAL DO SUBSISTEMA DE RECUROS HUMANOS COORDENADORIA DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS DESPACHOS DA COORDENADORA EXPEDIENTE DE 16/11/2015 ILÍCITAS AS ACUMULAÇÕES EXAMINADAS NOS PROCESSOS ABAIXO: PROCESSO: 05/002.233/2015: ANDRE LUIZ VIEIRA GUEDES – Ilicitude da acumulação envolvendo os cargos da Guarda Municipal do Rio de janeiro, matrículas n°s 10/633.141-5 com o cargo de Agente de Combate de Endemias do Ministério da Saúde, matrícula nº 1431186 (Siape). (Exonerado conforme Diário Oficial da União de 21/10/2015, por absoluta falta de suporte legal. Sanatória do ilícito administrativo. Aplicação da Orientação Administrativa SMA n° 02/98/MAA.

Ganso assaltou pedestre no centro mais não contou que a guarda ia correr atrás dele ... Teve infarto fulminante e morreu

AQUISIÇÃO DE UNIFORMES PARA OS AGENTES DA GUARDA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO – GM-RIO no valor total estimado de R$11.482.970,00 (Onze milhões quatrocentos e oitenta e dois mil e novecentos e setenta reais).







DESPACHO DO INSPETOR GERAL, DO DIA 18/11/2015.

Processo nº 01/701.332/2014 – Autorizo, na forma e nos termos legais
a Abertura de Licitação, sob a modalidade Pregão, no modo Eletrônico,
do tipo menor preço por lote, atrelado aos mandamentos da Lei Federal
nº 10.520 de 2002, da Lei Federal nº 8.666 de 1993 e demais legislações
pertinentes, cujo objeto é REGISTRO DE PREÇOS PARA FUTURA E
EVENTUAL AQUISIÇÃO DE UNIFORMES PARA OS AGENTES DA
GUARDA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO – GM-RIO no valor total
estimado de R$11.482.970,00 (Onze milhões quatrocentos e oitenta e
dois mil e novecentos e setenta reais).
Os quantitativos e valores apresentados são apenas uma referência /estimativa
do que poderá ser solicitado pela GM-RIO durante o período de
vigência da Ata de Registro de Preços, sendo as quantidades contratadas
definidas em função das demandas e disponibilidades orçamentárias
para cada Unidade Administrativa.

TACTICAL LIFE OPERAÇÕES NÃO LETAIS-ESFGR-CFORM- COORD. ANDRÉ DIVERSOS CURSOS PARA GUARDAS MUNICIPAIS




















MAIORES INFORMAÇÕES

COORDENADOR. TL.ONL ANDRÉ

COORDENADORCTT@GMAIL.COM

021-9642-63703

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Timon conta com Guarda Municipal armada

"É através do respeito que se consegue respeito, e é por isso que eu tenho mantido esse respeito com todas as categorias", disse Luciano Leitoa.

Atualizada em 14/11/2015 - 18h27
Pensando na segurança da população, a cidade de Timon agora conta com uma Guarda Municipal apta a manusear armas de fogo para proteger o patrimônio público e a vida dos cidadãos. Em solenidade realizada no Auditório do Centro de Treinamento Wall Ferraz, os guardas municipais receberam do prefeito de Timon, Luciano Leitoa, os certificados de conclusão do curso de formação de armamento e tiro.
Imagem: DivulgaçãoTimon conta com Guarda Municipal armada (Imagem:Divulgação)Timon conta com Guarda Municipal armada

“É através do respeito que se consegue respeito, e é por isso que eu tenho mantido esse respeito com todas as categorias. A segurança pública é uma prioridade. Um curso como esse é muito importante para preparar essas pessoas que estão lidando com a segurança e vida de cada um. O armamento agora é de fundamental importância e dentro das nossas possibilidades vamos construindo uma guarda cada dia melhor”, afirmou o prefeito.

Foram investidos R$ 79 mil reais de recurso próprio para que o curso fosse realizado, uma exigência que consta em lei e garante com seriedade e profissionalismo uma polícia preparada para atuar.

Segundo o comandante da guarda municipal, Tiago Jared, o objetivo de todo esse trabalho é prestar um bom serviço à população. “Estamos sempre buscado junto ao prefeito atender nossas demandas, e ele está sempre de prontidão. Agora estamos providenciando uma reforma na sede da guarda, novo fardamento e a aquisição de 40 armas”.

Guarda de Presidente Kennedy utilizará 'arma de choque' para combater crime

Toda vez que a arma for usada será possível saber onde, a que horas e por quem. Não há riscos e cada guarda municipal de Presidente Kennedy será responsável pelo uso que for feito

Cada dispositivo contém cartuchos reserva e kit com microchip.
Cada dispositivo contém cartuchos reserva e kit com microchip.
Foto: Divulgação/Prefeitura
Presidente Kennedy acaba de receber 50 dispositivos elétricos incapacitantes, que são popularmente conhecidos como "armas de choque". Cada dispositivo contém cartuchos reserva e kit com microchip.
O equipamento começa a ser usado pela Guarda Municipal nos eventuais distúrbios e em ações de apoio à Polícia Militar no combate ao crime no município, e ainda para segurança do próprio agente e da sociedade.
A arma é não letal, informa Elber Gomes de Almeida, secretário de Segurança Pública do balneário. Ele ressalta que todos os dispositivos possuem chips monitorados por satélite, com informações personalizadas de cada aparelho.
“Toda vez que a arma for usada será possível saber onde, a que horas e por quem. Não há riscos e cada guarda municipal será responsável pelo uso que for feito”, explica.
Cinco guardas municipais já foram capacitados, mas passarão por reciclagem para serem multiplicadores do treinamento aos demais agentes. Só a partir do treinamento de toda a equipe os dispositivos serão liberados para uso, destaca o secretário.

Guarda Municipal renova frota e ganha 353 novos veículos


Foto: Divulgação/ Guarda Municipal
A Guarda Municipal do Rio de Janeiro (GM-Rio) passa a contar a partir da próxima semana com 353 novos veículos, que serão empregadas no patrulhamento da cidade. As viaturas foram apresentadas na manhã desta terça-feira (17), no Campo de Santana, no Centro. 
O comandante da corporação, Rodrigo Fernandes, disse que essa renovação é um dos projetos para os Jogos Olímpicos de 2016, e a nova frota foi planejada para dar mais mobilidade à rotina de atuação dos guardas municipais.
“Tivemos um enorme ganho operacional com a renovação da frota. Com a aquisição de mais ônibus, vans e picapes, vamos aprimorar a logistíca de transporte de efetivo. Também vamos otimizar as operações com o emprego dos novos caminhões”, destacou o comandante durante a apresentação dos veículos.
Além dos veículos pesados, a GM-Rio também investiu na adoção de uma quantidade maior de motocicletas, que darão maior mobilidade ao patrulhamento e na fiscalização de trânsito, agilizando o deslocamento dos guardas para atendimento de demandas, principalmente as encaminhadas pela população por meio da Central 1746.
A nova frota é composta por 102 motocicletas, 94 veículos leves, 68 picapes grandes, 26 picapes pequenas, 57 vans, três micro-ônibus, dois caminhões e um ônibus.

domingo, 15 de novembro de 2015

Polícia Federal descobre rede de apoiadores do Estado Islâmico em São Paulo O achado assusta. Ainda mais porque terrorismo, no Brasil, não é crime

O alarme da casa tocou pouco depois das 6 horas da manhã, numa rua típica do bairro do Pari, em São Paulo. Era a última sexta-feira de agosto. A Polícia Militar logo chegou ao local, na tentativa de evitar o que imaginava ser um assalto. Encontraram policiais federais armados, usando marreta para arrombar os 14 cadeados que trancavam o portão de ferro. Era a única casa da rua com cerca elétrica. Comparada às demais, parecia um bunker, rodeado por uma dezena de câmeras de segurança. A operação fora autorizada pela Justiça Federal com o objetivo de investigar um grupo suspeito de movimentar ilegalmente mais de R$ 50 milhões em cinco anos. ÉPOCA descobriu que os investigados formam uma célula especializada em lavagem de dinheiro, suspeita de apoiar oterrorismo. Seus integrantes defendem execuções em massa, a morte do presidente americano Barack Obama e o Estado Islâmico, a mais perigosa organização terrorista da atualidade.
 
Perfil de Firas Allameddin mostram simpatia pelo terror (Foto: Reprodução)
A loja em que Firas Allameddin é sócio de outro suspeito  (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Autorização para a investigação (Foto: Reprodução)
PERIGO MULTIPLICADO 1. O libanês  Firas Allameddin, investigado por lavagem de dinheiro  (Foto: Reprodução)operação Mendaz foi planejada com discrição. Mencionou apenas o desbaratamento de uma rede de empresas e CPFs falsos, montada para enviar dinheiro para fora do país sem identificar quem recebe. Conduzida pela Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, a ação foi acompanhada pela Embaixada dos Estados Unidos, pela seção comandada por Steve Moore, agente do FBI. Na manhã daquela sexta-feira, a Embaixada de Israel também recebeu o informe da PF sobre a ação. Há um esforço conjunto para rastrear as conexões do grupo no exterior. É a primeira vez que uma operação da PF chega a um grupo tão estruturado de simpatizantes do terror no Brasil.

No topo do esquema de lavagem está o libanês Firas Allameddin. Em 2009, Allameddin tentou que o governo brasileiro o reconhecesse como refugiado. Isso poderia evitar que ele fosse expulso ou extraditado do Brasil. O pedido foi rejeitado. De acordo com as investigações, o grupo de Allameddin se valia de empresas de fachada e nomes falsos para enviar valores ao Líbano. O dinheiro provém, suspeita a PF, de golpes na praça, como estelionato, cheques sem fundo e empréstimos fraudados. “Tal rede se utilizaria de informações falsas para a obtenção de documentos que propiciaria a criação de pessoas físicas e jurídicas ‘fantasmas’ a fim de promover a abertura de contas, solicitar cartões, realizar operações de câmbio, remessa e saque de valores no exterior, ao arrepio das leis brasileiras”, diz a decisão que autorizou as buscas.

Allameddin e seus parceiros adotavam expedientes vários e dividiam tarefas no envio de dinheiro ao Líbano. Allameddin usava três CPFs. Seu irmão Fadi* criava identidades falsas, com uma predileção por “Felipe”. Outro irmão, Toufic, pagava cartões de crédito com valores acima da fatura, para o excedente ser sacado no Líbano. Também usavam empresas de fachada. Uma casa de câmbio clandestina transferia dinheiro para uma corretora, que o remetia ao exterior. A tática dificultava o rastreamento.
(* O Fadi Allameddin mencionado nesta reportagem não é o DJ Fadi Allameddine)
 
Outra operação da Polícia Federal chegou a um muçulmano que vendia em Brasília análises simpáticas ao terrorismo
O libanês e os outros investigados publicam na internet imagens a favor do Estado Islâmico (EI), com vídeos com o anúncio do advento do califado – o mítico Estado a unir muçulmanos sob um único governo e um único chefe, que o EI acredita estar construindo, à base de matança, escravidão e estupros. Allameddin divulga na internet imagens de execuções pelo EI, com tiros na cabeça de prisioneiros. “Morram de inveja! O Estado Islâmico vai ficar para sempre e vai se espalhar”, afirma um dos textos publicados por um irmão de Allameddin. Corpos carbonizados são a imagem do perfil de Facebook de outro parceiro do libanês, também investigado. Se a lei antiterrorismo brasileira já estivesse aprovada, a situação deles poderia ser diferente – no projeto de lei em tramitação no Senado, já aprovado pela Câmara, a pena seria de até 13 anos de cadeia.

O grupo usava com frequência uma corretora especialista em transferências de dinheiro, localizada no bairro paulistano do Brás. Funcionários da agência relatam que os investigados davam explicações diferentes para as remessas e ficavam irritados quando o sistema não completava a operação. O grupo fazia transferências de baixo valor, sem a necessidade de conta bancária. Só Allameddin fez cerca de 300 operações em menos de dois anos, para enviar cerca deR$ 2,5 milhões ao Líbano. É algo como um envio a cada dois dias, sempre abaixo de R$ 10 mil. Ficaram registrados na corretora do Brás cerca de 20 destinatários dos repasses, mas sem detalhes, apenas o primeiro nome. Pelas regras da agência, o limite diário é de US$ 1.900. Basta fornecer um nome e a senha para que qualquer um, em outro país, saque um valor em dinheiro vivo. Muitos saques foram feitos por Mohamed, um nome tão comum no Líbano quanto José no Brasil.

A investigação da PF começou a partir do egípcio Hesham Eltrabilypara chegar à célula financeira de Allameddin. Radicado no Brasil pelo menos desde 2002, Eltrabily leva uma vida discreta como comerciante em São Paulo. Era parceiro comercial de Allameddin numa loja chamada Nuclear Jeans. O local está fechado. Para o governo do Egito, Eltrabily é um terrorista, acusado de participar de um atentado que matou 62 pessoas em 1997. O Egito pediu a extradição dele e justificou: “O réu liderou e juntou-se a um grupo ilegal. Esse grupo usou o terrorismo para alcançar seus objetivos, marcando e assassinando homens da segurança e personagens públicas, bombardeando e destruindo instituições”. O Supremo Tribunal Federal negou o pedido, em 2003. Queria descrição melhor dos crimes cometidos.
 
Hesham Eltrabily (Foto: Reprodução)
Atentado no Egito, em 1997, de que Eltrabily é um acusado (Foto: Reprodução)
Documento do STF com o pedido de extradição de Hesham Eltrabily, feito pelo Egito, negado,  (Foto: Reprodução)
Operação Mendaz cumpriu 18 mandados de busca e apreensão. Agora, a PF analisa o material apreendido, para desvendar com quem o grupo se comunicava no Líbano e se há, entre eles, terroristas ou apoiadores do terror. Eltrabily, que morava no bunker no Pari, tinha em casa dez celulares. ÉPOCA procurou suspeitos da investigação em 15 locais, em endereços residenciais e comerciais. As lojas estão fechadas ou não existem. Nas residências, ninguém quis se identificar. A Embaixada dos Estados Unidos disse que não se pronunciaria. 

A Operação Mendaz não foi a única, em poucos meses, a encontrar conexões com o terrorismo no Brasil. A comunidade de informação foi alertada sobre o trabalho de Marcelo Bulhões, membro dacomunidade muçulmana sunita em Brasília. Bulhões vendia informações sobre muçulmanos, embaixadas e agências de inteligência, segundo os investigadores. Seu tema preferencial era o terrorismo. Não era uma atuação discreta: oferecia relatórios a quem quisesse pagar.

O caso, contudo, foi enquadrado pela PF como falsificação de documentos. Isso porque Bulhões colocou em seus relatórios brasões oficiais. As informações produzidas por ele traziam, segundo os investigadores, “o perfil característico de simpatizantes, apoiadores e operativos terroristas”. No informe, a PF alertou as embaixadas de que tais relatórios não tinham nenhuma chancela de órgão brasileiro. “Marcelo se vale de seu acesso à comunidade islâmica para angariar dados e produzir, com base em seu interesse pessoal, informações que serão oferecidas a serviços de inteligência brasileiros e estrangeiros. O objetivo é fazer dessa dinâmica de venda de informações seu meio de vida”, diz o alerta enviado.

Além de emitir análises simpáticas a organizações perigosas e falsificar documentos, Bulhões também adotava táticas similares às de um agente duplo, segundo o documento enviado pela PF às embaixadas. “É sabido também que Marcelo não hesita em oferecer informações sobre um ‘cliente’ a outro. Deste modo, na medida em que angaria a confiança de um Serviço, brasileiro ou estrangeiro, passa a vender a outras informações que produz a respeito deste Serviço, atuando como um ‘agente duplo’”, afirma a PF. Há uma agravante: Bulhões era advogado e, entre seus clientes, estavam integrantes da comunidade sunita. Como advogado, ele não pode vender informações sobre seus clientes.

No dia 24 de abril, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Bulhões. Foi empregado todo o aparato de um filme de ação, com o grupo antibomba e apoio de policiais do Comando de Operações Táticas, a tropa de elite da PF. A situação chamou a atenção da vizinhança. Levantou-se a suspeita de que a operação seguia os protocolos de uma ação antiterrorismo. A PF nunca negou. Procurado, Bulhões disse, por meio de seu advogado, que não vendia informação. “O senhor Bulhões é advogado atuante na área de imigração e, por tal motivo, mantém contato com diversas embaixadas e órgãos públicos. Além de sua atividade profissional, Bulhões não tratou nem repassou informação ou documento a qualquer representação diplomática e nunca divulgou informação referente a seus clientes. As questões do processo tramitam em segredo de Justiça, e aguardamos que o mal-entendido seja esclarecido judicialmente”, afirmou o advogado Ariel Foina.

As investigações seguirão na trilha dos crimes financeiros, no caso da Mendaz, e de falsificação de documentos, no caso do agente duplo – mesmo que a PF e a Justiça saibam que as suspeitas são de atos muito mais perigosos. No Brasil, não são crimes o terrorismo nem o apoio a ele, muito menos a apologia. Se o projeto de lei aprovado pela Câmara estivesse em vigor, a pena mais leve seria de quatro a oito anos de detenção, para o crime de apologia. Atentados terroristas seriam punidos com 12 a 30 anos de prisão – ou seja, em qualquer caso, a punição seria sempre em regime fechado. Pela lei, todos que fossem condenados a mais de oito anos de prisão, por qualquer desses crimes, ficariam obrigatoriamente em presídio de segurança máxima.

A um ano das Olimpíadas no Rio de Janeiro, o governo aguarda uma definição do Congresso para colocar, em lei, o que é um atentado terrorista, o que configura apoio a atividades terroristas e o que significa a apologia desse tipo de causa. A discussão, contudo, esbarra numa polêmica descabida: o receio de que movimentos sociais possam ser enquadrados. Enquanto isso, o crime de terrorismo fica, no Brasil, num limbo jurídico. Restando à Justiça, por enquanto, enquadrar os casos em outras leis, com penas mais leves do que se tais agressões à sociedade fossem classificadas como terrorismo.