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sábado, 30 de novembro de 2013

Guardas Falecidos!!!

Caros amigos do papo de guarda,


Fiquei extremamente impressionado com as postagens nos últimos dias referentes a morte de guardas municipais, pois o que está acontecendo neste período tem levantado uma série de questões a respeito do estilo de segurança praticado pelas GM's em todo o Brasil.
Confesso que fiquei preocupado com as notícias transmitidas pelos diversos blog's de guardas de vários cantos do Brasil, pois numa primeira avaliação noto que os agentes mortos pertenciam a corporações armadas algo que ainda não é realidade na instituição a qual sirvo, porém para o próximo mês os grupamentos GAE e GTM usarão as tão badaladas armas não letais.
Vejo o que está acontecendo com maus olhos, pois são irmãos de causa tombados em combate em virtude desta luta diária contra a criminalidade, contra o caos a qual nós GM's estamos. É um assunto polêmico, mas como esta é uma casa de guardas, praticamente um vestiário, podemos tocar nele. Eu me pergunto às vezes, principalmente em casos como estes, se o nosso desvio de função no que tange a regulamentação de nossas funções não seria um dos grandes responsáveis por estarmos tão expostos a violência como vimos nesta semana. O que adianta colocar o guarda armado se o colete, que deveria ser aprova de balas, é de papelão? Nada, se isso fosse aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, devido ao tipo de armamento utilizado pelos meliantes, daria para atravessar dez ou mais de nós com apenas um disparo.
Não sei se é pelo fato de estar hoje adoentado, mas tais notícias me sensibilizaram muito, pois a primeira coisa que nós pensamos são nas famílias, tanto dos colegas falecidos, quanto das nossas, pois a coisa está tomando um caminho onde não sabemos se chegaremos à casa vivos amanhã após um extenuante dia de serviço.
Como eu já falei em outra oportunidade, criei este espaço para discutir e difundir informações sobre as GM's do Brasil com a finalidade de mostrar as diferenças entre nossas atividades fins em cada cidade. A ideia é mostrar para osGM's e para o público em geral o jeito de ser do guarda, pois em muitos lugares ainda somos confundidos com os policiais militares até mesmo pelas tarefas desempenhadas por nós nos últimos dez anos. Talvez até mesmo para o guarda do Rio ficar diferente do policial militar a antiga gestão mudou a cor do nosso uniforme de azul para caqui, porém acho que o fato dos guardas do Rio de Janeiro não serem tão vítimas é o fato de não sermos armados o que cria um enorme paradoxo em nossa função.
Um exemplo do que digo no parágrafo acima é com relação aos pequenos delitos, pois, no caso de uma saidinha de banco, se o meliante está desarmado o GM deve agir, porém se o mesmo estiver armado o agente deve pedir apoio aP.M, embora termos (aqui no Rio) em nossa história diversas ocorrências onde o guarda deteve o meliante armado. Afinal estando o bandido armado ou desarmado o fato é o crime ou as condições do agente para combatê-lo? Isso fora aquele velho problema do guarda pode ou não pode o qual todos nós sabemos que a Constituição nos ampara na questão do flagrante, mas isso é assunto para outro dia.
A mensagem passada pelas circunstâncias para nós, nesta semana, é a de que estamos expostos e nossas integridades físicas estão em rísco. Como alguém que está em perigo constante pode proporcionar segurança para outrem? Na base da sorte? Se der certo parabéns, se der errado a culpa é do agente? Absurdo...
Recebi uma postagem (encontra-se no blog) do colega Guilherme-GCM, na qual demonstra sua indignação com a morte dos colegas e faço minhas as palavras dele. Onde estão as ONG's de direitos humanos agora? Se um irmão nosso, usando de meios necessários para conter uma agressão mortal no exercício de sua função, viesse a matar algum meliante, provavelmente, eles apareceriam na hora para, com todo o respeito, empurrar no guarda. Porém, estas devem pensar: "É mais um guarda..." ou coisas do tipo. Para nós, não. É menos um guarda, menos um pai de família, menos um herói para nos ajudar na contenção do caos nas cidades.
Desculpem minhas palavras e a minha indignação, mas não dá!!!
Termino minhas palavras neste espaço dizendo que com armas de fogo, não letais ou mesmo sem armas, no caso aqui do Rio, ainda estamos aqui. De azul, de caqui ou preto, é bom que se diga, estamos aqui e adoraria dizer que não seremos os próximos, porém é bom que saibam, não nós, mas os meliantes e as pessoas antipáticas a nossa nobre causa, que pensamos como os dizeres da antiga pintura da caixa d'água do B.G, Batalhão de Guardas Municipais do Rio de Janeiro. Lá estava escrito: "A GUARDA MORRE, MAS NÃO SE RENDE". Fico feliz em ver com muita nitidez, após cinco anos de profissão, que tais dizeres são uma verdade nas Guardas Municipais de todo o Brasil.
Boa noite!!! (SE POSSÍVEL)

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